Verdão bate Tricolor por 4 a 2 após completar 103 anos e mantém tabu em casa

O Palmeiras recebeu o São Paulo neste domingo (27), no Allianz Parque, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro, após completar 103 anos no sábado e bateu o rival por 4 a 2, com gols de Willian (duas vezes), Keno e Hyoran. Com a vitória, o Alviverde chegou aos 36 pontos e, com isso, permanece na quarta colocação da tabela. Além disso, o Verdão também manteve o tabu de dez anos sem perder para o rival – desde 2007 o Palmeiras não sabe o que é perder para o São Paulo no estádio (foram nove jogos, com sete vitórias e dois empates neste meio tempo).

Levando em conta apenas os seis últimos clássicos ante o tricolor no estádio, o Alviverde venceu todos! Além do triunfo deste domingo, havia vencido o adversário por 2 a 0 em 2010, no Paulistão, com gols de Robert; por 3 a 0 em 2015, no Paulistão, com gols de Robinho – um golaço de cobertura próximo ao meio de campo – e Rafael Marques (duas vezes); novamente em 2015, desta vez no Brasileirão, por 4 a 1 (gols de Leandro Pereira, Victor Ramos, Rafael Marques e Cristaldo); em 2016, no Brasileirão, por 2 a 1, de virada, com gols dos zagueiros Mina e Vitor Hugo, e, finalmente, em 2017, no Paulistão, por 3 a 0, com gols de Dudu – um golaço de cobertura –,Tchê Tchê e Guerra.

A emblemática vitória contra o São Paulo nesta 22ª rodada do Brasileirão também ficou marcada pelo primeiro gol marcado pelo meia Hyoran. O dono da camisa 28 completou cinco jogos diante do time tricolor.

O próximo compromisso do Alviverde será apenas no dia 09 de setembro (sábado), às 16h, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro, no estádio Independência.

O jogo

Com quatro meio-campistas, o Palmeiras fez um primeiro tempo superior ao do adversário. Apesar do empate por 2 a 2 na etapa inicial, o Alviverde chegava sempre com muita disposição e frequência para atacar o Tricolor no gol norte.

Os tentos rivais, inclusive, foram sofridos pelo Verdão em falhas pontuais – o São Paulo soube aproveitar a vulnerabilidade do Palmeiras nas poucas vezes em que o time da casa cedeu espaço, permitindo chance de ataque.

O São Paulo abriu o marcador com Marcos Guilherme, aos 12 minutos de jogo, após receber de Lucas Pratto dentro da grande área alviverde. (Palmeiras 0x1 São Paulo)
Passados alguns minutos de jogo após o gol são-paulino – e, de quebra, algumas finalizações do Verdão – um susto tomou conta do Allianz Parque. Em lance com Hernanes, seu próprio companheiro de time, o atacante adversário Lucas Pratto caiu desacordado no chão e preocupou. Após atendimento da equipe médica, o atacante tricolor foi levado da arena de ambulância. Em seguida, a partida foi reiniciada normalmente, com Gilberto no lugar de Pratto – ao final do primeiro tempo, oito minutos foram acrescidos devido à pausa para o atendimento.

Com Willian inspirado, aos 35 minutos, o Alviverde reagiu e vazou a meta adversária após algumas tentativas. Willian, que dominou e bateu de pé direito após receber de Michel Bastos, que vinha em disparada. (Palmeiras 1×1 São Paulo)

Apenas três minutos depois, novamente o Verdão chega ao gol e virar a partida! Novamente ele. Willian recebeu pela esquerda, cortou o marcador, ajeitou e bateu de fora da área. Sem chances para Sidão, para explosão dos mais de 33 mil torcedores presentes no Allianz Parque. (Palmeiras 2×1 São Paulo)

Já nos minutos finais do primeiro tempo, o Alviverde não conseguiu segurar o meia Hernanes, que se infiltrou na defesa palmeirense e, de pé direito, após receber lançamento de Buffarini, chutou e marcou o gol de empate. (Palmeiras 2×2 São Paulo)

No segundo tempo, o Verdão voltou à campo, mas sem alterações. Os minutos iniciais da segunda etapa foram menos intensos em relação ao primeiro tempo. Foram mais de dez minutos de um jogo truncado.

Aos 15, o técnico Cuca decidiu dar mais ofensividade à equipe palmeirense, colocando o atacante Keno no lugar do volante Bruno Henrique. Desta forma, o Verdão passou a jogar com três atacantes e criar mais oportunidades.

Com a alteração, o Alviverde até chegou a balançar as redes com Deyverson, mas o árbitro Sandro Meira Ricci, em cima do lance, anulou o gol alegando posição de impedimento do lateral-direito Jean.

Aos 25, foi a vez do venezuelano Guerra sair para a entrada de Hyoran. Ao lado de Tchê Tchê e Moisés, o camisa 28 passou então a ajudar o time a articular as jogadas no meio de campo, com a função de interligar a defesa ao ataque, que possuía Keno, Willian e Deyverson.

A defesa do Palmeiras foi outro setor que se mostrou infalível no segundo tempo, com Luan e Edu Dracena – o camisa 3, aliás, foi preciso em um desarme em uma jogada de ataque do São Paulo aos 31 minutos. A dupla de zaga, aliás, chegou a inverter as posições no segundo tempo (Edu Dracena estava jogando pela direita e passou a jogar pela esquerda após o intervalo, enquanto Luan trocou a esquerda pela direita).

Aos 33, o gol de Keno, que havia entrado aos cerca de 18 minutos antes, fez o gol que decretou a vitória do Palmeiras, levando o Allianz Parque à loucura. Em uma jogada de contra-ataque, ele recebeu de Deyverson, chutando forte contra o goleiro Sidão. (Palmeiras 3×2 São Paulo)

Nos minutos finais, o treinador Cuca ainda sacou o atacante Deyverson para a entrada do volante Thiago Santos, no intuito de deixar o time mais seguro. A estratégia funcionou: além de não sofrer gols, o Alviverde, já nos acréscimos, ainda marcou com Hyoran, que contou com a assistência de Willian para ficar livre e marcar o quarto gol, selando de vez a vitória alviverde. (Palmeiras 4×2 São Paulo)

Palmeiras: Fernando Prass; Jean, Edu Dracena, Luan e Michel Bastos; Bruno Henrique (Keno), Tchê Tchê, Moisés e Guerra (Hyoran); Willian e Deyverson (Thiago Santos)

Gols: Willian (35’/1ºT) (1-1), Willian (38’/1ºT) (2-1), Keno (33’/2ºT) (3-2) e Hyoran (46’/2ºT) (4-2)

GOLS DA RODADA