Veja artigo de Genésio Filho sobre o fim do ano

Existem diversos motivos para fechar um ciclo. Fazemos isso quase todos os dias, quando deixamos o local de trabalho, e também às sextas-feiras – se por acaso você não faz isso deveria pensar a respeito e incluir esses hábitos na sua rotina. Minutos investidos em planejamento sempre rendem.

Nem mesmo o aniversário é tão simbólico e motivador como o fim de ano para estimular uma avaliação total e irrestrita em todas as áreas da nossa vida. Caso consiga compartimentar seu ano em projetos, áreas da vida, ainda melhor. Nós costumamos desprezar o valor desse auto-feedback contínuo, que é uma boa maneira de perceber o caminho que já foi percorrido e o quanto ainda falta para chegar ao final.

Então, fim de ano está aí! Assim como o show do Roberto, as retrospectivas, sua avaliação também não pode faltar. Se nunca fez, nunca é tarde para iniciar.

Avaliações nem sempre são bem-vindas, pois quase sempre misturamos o que fazemos com o que somos. Caso ainda não consiga perceber que essas são coisas distintas, provavelmente você é um dos que não vê com bons olhos qualquer tipo de avaliação.

Não atender a uma expectativa em uma avaliação, seja ela qual for, não diz nada sobre quem você é – significa apenas que você não fez o que deveria ser feito. Agradeça essa avaliação e esse feedback, pois esses elementos mostram a distancia que existe entre o que você faz e o que você deveria ter feito.

Claro que neste exato momento você deve estar questionando em que mundo eu vivo, já que existem diversos parâmetros, metas e condutas às quais somos submetidos diariamente e devemos nos enquadrar e atender às expectativas ou então somos reprovados. Sim, exatamente isso: em nenhum momento desprezo ou ignoro os pontos nos quais você está sendo avaliado, o que questiono é a maneira como você reage a essas avaliações.

Uma avaliação isenta de julgamento não analisa intenção positiva, valores e princípios. Se, ao receber ou realizar uma avaliação, você enxergar, sentir ou ouvir que algum desses elementos deva ser ajustado, seguramente o avaliador ou avaliado estão confundindo criador com criatura. Apenas o que você cria pode ser avaliado. Se o criador é avaliado, não estamos falando de avaliação e sim de julgamento.

O mundo não é um lugar justo e não há muito que você possa fazer em relação a isso. O que você pode fazer é simplesmente começar a ser justo consigo mesmo, utilizando uma técnica básica de autoanálise, a observação sem julgamento.

Ao realizar essa autoanálise, ajuste o seu senso critico ao nível mais alto possível e lembre-se sempre de observar sem julgamento, limitando-se a observar os fatos como realmente são e os resultados – basicamente, o que você fez ou deixou de fazer e quais as consequências.

Sei que o ser humano pode ser muito cruel, e essa crueldade não tem limites quando se trata de autojulgamento, autocrítica ou autossabotagem. Uma autoavaliação pode se tornar uma inquisição e, para não cair nessa armadilha, sugiro algumas perguntas para uma avaliação precisa e justa:

Pessoalmente:

  • Consigo identificar as minhas necessidades?
  • Tenho buscado orientação, direcionamento e/ou conhecimento?
  • Assumo as minhas responsabilidades?
  • Consigo expressar claramente meus sentimentos?

Profissionalmente:

  • Você atingiu as metas definidas? Realizou as tarefas exigidas? Superou as expectativas?
  • Concluiu as tarefas dentro dos parâmetros determinados? Foi além dos padrões de qualidade?
  • Cumpriu os prazos?

Deixe para que os outros nos avaliem segundo suas referências e parâmetros – e você sabe que não são poucos! Aprenda a se observar sem julgamento e que esse hábito possa se estender às pessoas ao seu redor em 2018. Afinal, o resultado é que depende do ser humano e não o contrário.

* Por Genesio Filho é master coach com certificação internacional e atua na gestão de pessoas há 10 anos, principalmente na renovação e organização de empresas